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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Colisão com a terra


COLISÃO
 Os grandes asteróides são uma ameaça cada vez maior para a Terra, por isso será preciso investir mais no estudo destes corpos celestes, que até agora não estavam no centro das investigações espaciais, afirmou nesta terça-feira o cientista Yuri Zaitsev, da Academia de Engenharia da Rússia, em uma entrevista à agência "Interfax".
Os asteróides nunca ocuparam um lugar central na astronomia nem nas investigações espaciais", disse Zaitsev. O cientista russo explicou que este baixo investimento ocorre pois se pensava que a probabilidade de um asteróide se chocar com a Terra era ínfima, portanto não fazia sentido gastar um volume muito grande de recursos para neutralizar uma ameaça tão improvável.
"Acho que após o que ocorreu em Chelyabinsk este enfoque será revisado. Se o asteróide de Chelyabinsk tivesse explodido mais próximo da cidade, o desastre na usina nuclear de Chernobyl não nos pareceria tão grave", alertou Zaitsev.
O acadêmico se referia ao meteorito que em 15 de fevereiro se desintegrou na atmosfera e provocou uma chuva de meteoritos nas imediações desta cidade russa, o que deixou mais de mil pessoas feridas, a maioria pela quebra de vidros e janelas.
Záitsev acrescentou que o perigo que representam os asteróides começou a ser considerado após a descoberta do Apophis, que de acordo com os cálculos dos cientistas passará a cerca de 40.000 quilômetros da Terra em 2029.
É nesta distância que se localizam as órbitas da maioria dos satélites de telecomunicações. "Não se descarta que a gravidade terrestre afete a trajetória do Apophis, por isso se poderia esperar que em 2036 ele passe mais próximo da Terra, e inclusive se choque com nosso planeta", acrescentou.
O cientista disse que as consequências da colisão serão muito mais graves que as do meteorito de Tunguska, que caiu na Sibéria em 1908 e destruiu milhões de árvores em uma área de mais de 2.000 quilômetros quadrados. No entanto, afirmou que o impacto "seguramente não teria caráter global".
Em sua opinião, para que o choque de um asteróide contra a Terra seja uma catástrofe mundial, o corpo celeste teria que ter em sua parte mais larga mais de um quilômetro, enquanto o Aponhis mede cerca de 325 metros.
"A Terra teve sorte com as rochas celestiais", disse Zaitsev. O cientista lembrou que a superfície da Lua, Marte e Mercúrio está coberta de crateras deixadas por meteoros.
Zaitsev acrescentou que Júpiter, por sua grande massa, recebe um grande número de asteróides, e que a atmosfera terrestre é uma boa defesa, mas só contra corpos relativamente pequenos.
"Mas não há garantias de segurança", sustentou o cientista, para quem a Terra entrou em uma espécie de rastro de grandes corpos celestes.
O cientista explicou que na última década foram descobertos mais asteróides do que nos dois séculos anteriores, e que anualmente se detectam mais de mil novos corpos.
"Os choques são inevitáveis. A pergunta é: quando ocorrerão?", concluiu.

Vento Estelar


Novidade sobre o vento estelar
Um grupo de cientistas descobriu as propriedades dos fortes ventos de uma estrela gigante. Pela primeira vez, os pesquisadores mostraram que esse tipo de estrela não é uma brisa uniforme. Na verdade, ela é fragmentada em centenas de milhares de pedaços, com diferentes temperaturas.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores da Universidade de Liège, na Bélgica, usaram o satélite de raio X XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA). Eles já sabiam que os ventos de estrelas de grande massa não são apenas uma brisa uniforme. Agora, eles revelaram a existência de centenas de milhares de peças individuais quentes e frias.
Grandes estrelas são relativamente raras. Porém, elas desempenham um papel importante na reciclagem de materiais no Universo. Isso porque elas queimam o seu combustível nuclear com mais rapidez do que estrelas como o Sol. Além disso, elas vivem pouco antes de explodir e devolver sua matéria para o espaço.
Mas não é apenas após a explosão que as estrelas de grande massa perdem matéria. Uma parte significativa vai embora com os fortes ventos de gás, expulsos pela luz intensa emitida pela estrela.
Esses ventos são pelo menos cem milhões de vezes mais fortes do que o vento solar emitido por estrelas como o Sol. Eles têm força até mesmo para formar novas estrelas. Apesar da sua potência, sua estrutura nunca foi compreendida até então.
Por isso, os astrônomos resolveram estudar como são os ventos estelares por dentro ao analisar as emissões de raio X da estrela zeta Puppis, considerada a mais brilhante da constelação de Puppis. Então, eles descobriram pedaços que fazem parte do vento estelar e puderam concluir que ele não era constante e uniforme, mas formado por pedaços.

Terra Nova



Cientistas identificam planeta com possível semelhança
 com o Planeta Terra
Brasília – A astrônoma Courtney Dressing, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, disse que há um planeta com condições semelhantes às da Terra a 13 anos-luz de distância - 1 ano-luz equivale a aproximadamente 10 trilhões de quilômetros. A conclusão faz parte de um estudo divulgado hoje (7) e mostra que há possibilidade de haver  um sistema similar à terra em outro sistema planetário, mais próximo do sistema solar. Até então, os cientistas acreditavam que os planetas potencialmente habitáveis poderiam estar a uma distância entre 300 e 600 anos-luz.“Pensávamos que teríamos de procurar distâncias vastas para encontrar um planeta como a Terra. Agora percebemos que outro está provavelmente no nosso próprio quintal”, disse a pesquisadora.
Os cálculos foram feitos utilizando o telescópio norte-americano Kepler, partindo da premissa de que as estrelas denominadas gigantes vermelhas (red dwarves, em inglês) podem ter planetas habitáveis em suas órbitas, uma vez que são estrelas comuns, menores e menos quentes do que o Sol.
A partir da análise de 75 bilhões de gigantes vermelhas existentes na galáxia, os autores do estudo chegaram à estimativa de que cerca de 6% dessas estrelas devem ter um planeta semelhante à Terra e que o mais próximo pode estar a apenas 13 anos-luz de distância.
“Essa taxa implica que será muito mais fácil do que pensávamos procurar vida fora do sistema solar", disse o coautor da pesquisa, David Charbonneau.

Chuva de plasma diretamente do Sol



O corpo celeste mais importante do nosso sistema, ou seja, o sol, fizera fabuloso espetáculo ano passado, segundo informações da NASA. Precisamente, em julho de 2012, certa tempestade solar de densidade média, erupcionou em um dos lados do sol. Logo em seguida, criando uma EJEÇÃO DE MASSA CORONAL. Este acontecimento é a ação onde a sol jorra para o espaço parte de sua própria energia nuclear em massa, como se, estivesse, por assim dizer "Vomitando". Ou, como os cientistas dizem — Uma Chuva Coronal. Nesta chuva, o plasma quente que foi expelido é atraído novamente para a superfície do próprio sol  em meio a campos magnéticos os quais exercem força suficiente para criar interessantes caminhos.
Ao passo que o plasma é atraído, ele se condensa assumindo a forma de chuva, certa chuva que possui mais ou menos 50 mil graus Celsius. Este, segundo cientistas americanos e russos, é um fenomeno que pode auxiliar a NASA a traçar os campos magnéticos do sol. Para melhor compreensão desta informação, assista ao vídeo abaixo e veja imagens capturadas por um magnífico instrumento da NASA chamado AIA, do Observatório de Dinâmicas Solares. Cujas imagens foram capturadas em um frame a cada 12 segundos. Sendo assim, cada segundo do vídeo corresponde a seis minutos em tempo real.

Aproveite o espetáculo!!!